O TEATRO DO OPRIMIDO COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA PARA A INCLUSÃO ESCOLAR DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH): UMA ABORDAGEM TEÓRICA
Paula Rocha Teixeira
Resumo
A construção de uma escola inclusiva pressupõe o desenvolvimento de práticas pedagógicas que reconheçam a diversidade humana como elemento constitutivo do processo educativo. Entre os estudantes que demandam estratégias diferenciadas de ensino encontram-se aqueles diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), cujas características relacionadas à atenção, impulsividade e hiperatividade frequentemente repercutem em sua participação nas atividades escolares e nas relações interpessoais. Nesse contexto, o Teatro do Oprimido, desenvolvido por Augusto Boal, apresenta-se como uma metodologia capaz de favorecer o protagonismo estudantil, o diálogo, a cooperação e a construção coletiva do conhecimento. O presente artigo, de natureza teórica e qualitativa, tem como objetivo discutir as contribuições do Teatro do Oprimido para os processos de inclusão escolar de estudantes com TDAH. A análise fundamenta-se em referenciais da educação inclusiva, da pedagogia crítica e da psicologia histórico-cultural, evidenciando que as técnicas propostas por Boal podem favorecer o desenvolvimento das funções executivas, da autorregulação, da expressão corporal e da participação ativa dos estudantes, contribuindo para uma educação democrática e emancipatória.
Palavras-Chave:
Teatro do Oprimido; TDAH; Educação Inclusiva; Augusto Boal; Práticas Pedagógicas.





