A CIDADANIA DO JOVEM EM CONSTRUÇÃO POR MEIO DA DANÇA
Elisete Souza da Silva
Resumo
Este artigo discute o protagonismo juvenil no Brasil, analisando os desafios enfrentados pelos adolescentes em sua formação cidadã e educacional. A juventude, frequentemente estigmatizada como “aborrecente”, é negligenciada em suas necessidades específicas, o que compromete sua inserção social e escolar. Chaui (2014) aponta para a passividade e precarização do trabalho juvenil, enquanto Freire (1996) defende a autonomia como princípio educativo. Geertz (2008) contribui com a perspectiva cultural, ressaltando que o jovem constrói significados em sua interação social. Nesse contexto, a escola deve ser espaço de pertencimento e participação, promovendo práticas pedagógicas que envolvam os adolescentes na construção de sua cidadania e essa pode ter como aliada no seu desenvolvimento, a dança. A dança, conforme Laban (2002) e Marques (2010), é apresentada como recurso educativo e cultural capaz de integrar e valorizar a diversidade, reforçando o papel da escola como espaço de expressão e criticidade. A reflexão se amplia com Oliva (2003), ao evidenciar como a História da África é representada de forma imprecisa nos livros didáticos, revelando lacunas na formação crítica e multicultural dos jovens. Tal constatação reforça a necessidade de políticas públicas inclusivas e de uma educação pensada com os jovens, que valorize suas identidades e promova o combate à exclusão social. Conclui-se que o protagonismo juvenil, aliado a uma educação participativa e inclusiva, é fundamental para o desenvolvimento humano e para a consolidação de uma sociedade democrática.
Palavras-Chave:
Protagonismo juvenil; Educação; Cidadania; Políticas públicas; Cultura; Dança na escola





