AVALIAÇÃO FORMATIVA CONTÍNUA COMO ESTRATÉGIA DE ALINHAMENTO ENTRE PRÁTICA E OBJETIVO CURRICULAR
Sidia Oliveira Silva, Angelo Mendes Ferreira , Ruth Belen Gamarra Lezcano
Resumo
Este artigo tem como objetivo discutir, por meio de revisão bibliográfica narrativa, a avaliação formativa contínua como estratégia de alinhamento entre a prática pedagógica cotidiana e os objetivos curriculares propostos pela escola. Parte-se da constatação de que a avaliação escolar brasileira permanece, em grande medida, marcada por uma cultura classificatória e somativa, pouco articulada ao seu potencial de reorientar, em tempo hábil, o próprio processo de ensino. Com base nas contribuições de Cipriano Carlos Luckesi, Philippe Perrenoud, Charles Hadji, José Gimeno Sacristán e Ángel Pérez Gómez, Dermeval Saviani e Paulo Freire, entre outros, o estudo discute os fundamentos conceituais da avaliação formativa, sua função de regulação das aprendizagens, sua articulação com os diferentes níveis do currículo e os desafios contemporâneos de sua efetivação diante da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e das condições de formação contínua dos professores brasileiros. Os resultados indicam que avaliar para ajustar (e não apenas para classificar ou aprovar) constitui condição decisiva para que o currículo prescrito se converta, de fato, em aprendizagem significativa, na medida em que permite identificar, ainda no curso do processo pedagógico, os desvios entre o que foi planejado e o que efetivamente está sendo aprendido. Conclui-se que a avaliação formativa contínua, longe de ser um procedimento técnico acessório, constitui elemento estrutural da relação dialética entre currículo e prática pedagógica, exigindo investimento consistente em formação contínua para sua efetiva apropriação pelas escolas brasileiras.
Palavras-Chave:
Avaliação formativa. Currículo. Prática pedagógica. Regulação das aprendizagens. Formação contínua.





