A PIPA: UMA BRINCADEIRA FOLCLÓRICA USADA PARA A ABORDAGEM DA SEXUALIDADE, GÊNERO E DA EDUCAÇÃO SEXUAL NOS DIAS ATUAIS
João da Silva Machado, Elaine Pinto Sousa
Resumo
O presente artigo se justifica pela necessidade de se discutir a sexualidade, inserindo a Educação Sexual na escola de forma interdisciplinar, uma vez que passamos por um período de grandes transformações e ao mesmo tempo de muitas informações por meio das mídias digitais que levam crianças e adolescentes a conflitos diários sobre identidade de gênero e outras temáticas ligadas aos estudos da área. Nota-se, informações errôneas, falta de um acompanhamento familiar e estudantes desorientados, assumindo muito precocemente posições de identidade dentro de uma sociedade machista e preconceituosa. Assim, idealizou-se um projeto chamado Pipa, que contou com as aulas de Matemática dos professores do Ensino Fundamental II de uma escola do interior do estado de São Paulo, num trabalho conjunto para poder oferecer o mesmo tipo de aprendizagem a todos os alunos do ciclo. O estudo matemático para a confecção do pipa foi usado como pano de fundo para que por meio de aulas expositivas, pesquisas e debates, os estudantes pudessem conhecer e saber mais sobre identidade de gênero e o preconceito existente na sociedade brasileira para que uma pessoa pudesse assumir sua identidade, independente do que a sociedade os impõe, ditando regras sobre o que é e como deve se comportar meninos e meninas diante de uma situação da vida ou de jogos e brincadeiras tidos como essencialmente masculinos ou femininos, não abrindo espaços para outros conceitos e possibilidades. Com base em autores como Kant, Foucault, Nietzsche, Fourez e Butler o projeto procurou promover uma educação sexual crítica e emancipatória, refletindo sobre a noção de identidade de gênero e sexualidade como construções sociais e históricas.
Palavras-Chave:
Folclore; Matemática; Educação Sexual-Género





