O BIOPODER ALGORÍTMICO: DO ESPETÁCULO DA TÉCNICA AO EPISTEMICÍDIO
Camila Alvim, Valter Machado da Fonseca
Resumo
de Oliveira de que a técnica configura a própria consciência contemporânea, impondo uma lógica de funcionalização universal que coisifica as relações intersubjetivas. Essa estrutura facilita a atuação da indústria cultural (Adorno) e do espetáculo (Debord), que se manifestam nas plataformas digitais como um regime totalizante de alienação. Por fim, o artigo demonstra que a funcionalização algorítmica é utilizada como uma tecnologia de governamentalidade (Foucault) que, articulada ao dispositivo de racialidade (Sueli Carneiro), atua de forma diferencial. Conclui-se que o algoritmo se estabelece como um aparato de poder essencial para a prática do epistemicídio, silenciando saberes não-hegemônicos e consolidando a gestão diferencial do Ser Social.
Palavras-Chave:
Algoritmo; Biopoder; Epistemicídio; Indústria Cultural;
Intersubjetividade.





