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ENTRE A CRÍTICA E A REPRODUÇÃO: O EUROCENTRISMO NA CONSTRUÇÃO DA NARRATIVA DA HISTÓRIA INDÍGENA EM MATERIAIS DIDÁTICOS

Átila de Souza, Francenilce Lopes da Silva, Sandra Barbosa de Sousa, Lucas Lopes da Silva Aflitos, Ana Mara Oliveira da Silva, Sandra de Oliveira Botelho, Valeska Maria Carneiro Braule Pinto

Resumo

O presente artigo analisa criticamente a persistência de elementos eurocêntricos na construção da narrativa da história indígena em materiais didáticos contemporâneos. Parte-se do pressuposto de que, mesmo diante de avanços teóricos e políticos que buscam valorizar o protagonismo dos povos originários, ainda se observam permanências estruturais da colonialidade do saber na organização do conhecimento escolar. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, tendo como base a análise de uma apostila voltada à introdução da história indígena no Brasil. Como referencial teórico, mobilizam-se as contribuições de Aníbal Quijano, Walter Mignolo, Boaventura de Sousa Santos, Catherine Walsh e Ailton Krenak. A análise evidencia que o eurocentrismo se manifesta na centralidade do marco temporal da colonização, no uso de categorias analíticas ocidentais e na mediação do conhecimento indígena por fontes europeias. Conclui-se que, embora haja avanços na valorização da diversidade cultural, persiste a necessidade de construção de abordagens verdadeiramente decoloniais que reconheçam os povos indígenas como sujeitos epistemológicos e históricos.

Palavras-Chave: 

Eurocentrismo; Educação Indígena; Colonialidade do Saber; Materiais Didáticos; Amazônia.

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