ALFABETIZAÇÃO: DOS RANÇOS AOS AVANÇOS
Samuel Ricardo Dias Macedo
Resumo
Este artigo analisa a evolução das concepções de alfabetização e as teorias de aprendizagem que fundamentam a prática docente, partindo da necessidade social de instrução para o exercício da cidadania. Por meio de revisão bibliográfica baseada em autores como Soares, Ferreiro e Lerner, o estudo confronta a visão tradicional, focada na decodificação mecânica e no método fônico, com a perspectiva interacionista-construtivista, que compreende a criança como sujeito ativo na construção da escrita. Discute-se o cenário de fracasso escolar revelado por indicadores como o INAF, problematizando as críticas direcionadas ao construtivismo. Argumenta-se que tais críticas derivam, muitas vezes, de interpretações simplistas ou da ausência de formação teórica sólida, resultando em práticas espontaneístas. Conclui-se que o avanço da alfabetização exige a superação de métodos fragmentários sem ignorar a importância da relação grafofonêmica, garantindo que o aprendizado do sistema de escrita esteja sempre atrelado ao seu uso social e funcional.
Palavras-Chave:
Alfabetização; Construtivismo; Processo de Ensino-aprendizagem.





