CONCEPÇÕES DE BRINCAR NA FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE: ENTRE A DIMENSÃO DO DIREITO E A DIDATIZAÇÃO DO LÚDICO
Aline Maria Barbosa Rocha
Resumo
O brincar é reconhecido nas políticas públicas brasileiras como direito da criança e eixo estruturante da Educação Infantil. Entretanto, observa-se que essa prática frequentemente é instrumentalizada como recurso pedagógico voltado ao alcance de objetivos específicos. Este artigo analisa as concepções de brincar elaboradas por 35 estudantes de licenciatura em Pedagogia, a partir de dados produzidos em 2018, problematizando as tensões entre sua dimensão de direito e sua didatização na formação inicial docente. Trata-se de pesquisa qualitativa, com análise de conteúdo das definições apresentadas pelos participantes. Os resultados evidenciam predominância das categorias ludicidade (23%) e ensino-aprendizagem (20%), enquanto o brincar como direito aparece em apenas 6% das respostas. Discute-se que tal distribuição revela tendência à instrumentalização pedagógica do brincar, mantendo a atualidade diante das tensões contemporâneas entre direito à infância e escolarização precoce. Conclui-se pela necessidade de fortalecer, na formação inicial docente, a compreensão do brincar como experiência constitutiva da infância e direito social inalienável.
Palavras-Chave:
Educação Infantil; Brincar; Formação docente.





