JOGOS E MATERIAIS CONCRETO-PEDAGÓGICOS: DESCONSTRUINDO SEUS USOS COMO POSSIBILIDADE PEDAGÓGICA PARA CRIANÇAS (NÃO) DISCALCÚLICAS

Adriana Castro de Sousa

Resumo

O presente artigo tem como enfoque o uso de jogos e materiais concreto-pedagógicos, enquanto metodologia alternativa, para o ensino de matemática para crianças diagnosticadas com discalculia. O objetivo é, a partir do estudo sobre o que vem a ser discalculia para alguns autores do campo da psicologia da aprendizagem, problematizar esta noção no sentido de uma (nova) concepção de sujeito e de ação docente. Esta temática e este objetivo justificam-se pelo fato de que as escolas acabam contribuindo para a produção de sujeitos com distúrbios, tomando como verdade definições e características que laudos psicológicos apontam para tal sujeito. Para este estudo, de cunho teórico, adotou-se uma abordagem pós-estruturalista, principalmente no que esta abordagem compreende sobre a questão do sujeito enquanto produção histórica e cultural, buscando-se referencial teórico em alguns autores como Alexandrina Monteiro e Tomaz Tadeu da Silva. Por este estudo, pode-se compreender não ser necessária a produção de um sujeito discalcúlico para se poderem propor metodologias de ensino de matemática distinto da tradicional aula expositiva.

Palavras-Chave: 

Inclusão; Anos Iniciais; Recursos Tecnológicos.

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