O IMPACTO DA COVID-19 NO ENSINO SUPERIOR EM ANGOLA:
CASO DA PROVÍNCIA DO UIGE

Teresa da Glória Paulo

Resumo

A pandemia causada pelo novo coronavírus, que assola o mundo desde finais de 2019 com milhares de mortes, apareceu e apanhou o mundo de surpresa. Muitos governantes de diferentes continentes apontam a gigante Asiática por ter alertado o mundo tardiamente, isso teve impacto nas tomadas de medidas preventivas na maioria dos países provocando de certo modo consequências nefausta. A china por sua vez, responsabiliza a OMS porque foram transparentes com aquela organização logo que detectaram a SARS-CoV-2. As várias estratégias que cada país adotou, revelam resultados diferentes no combate a Covid-19. Angola tomou decisões e medidas preventivas muito antes de registar algum caso positivo da COVID-19. De entre varias decisões, uma delas foi o isolamento social com o fechamento de todas escolas do país nos diferentes níveis, dando lugar deste modo, ao ensino a distância à luz do decreto presidencial 59/20 de 3 Março no seu 3ºartigo. Para os alunos do ensino primário e Iºciclo, o governo optou por tela aulas por meio em um canal televiso, os alunos do IIº ciclo simplesmente levaram algumas TPC e no caso do Ensino Superior, logo que os estudantes tomaram o conhecimento da paralisação das aulas pelos órgãos de comunicação social, na maioria deles não apareceram mais nas Instituições do Ensino. A única Universidade privada presente na província, uso a Rádio local para comunicar aos seus estudantes para comparecerem as suas instalações no sentido de levantarem algum material para as leituras, isso no sentido de justificarem a cobrança de propinas até 60%, mas não foram bem-sucedidos. Essas políticas educativas para a nossa realidade acabaram em declive pelo facto de muitos alunos viverem em zona aonde regista-se escassez no fornecimento de energia elétrica, os mesmos também não possuem condições para adquirirem um telefone eficiente as novas tecnologias, pelo facto da maioria das famílias angolanas viverem em situações de pobreza extrema e vulnerabilidade. Ainda registamos um número vasto de professores e estudantes no Ensino Superiores que são analfabetos digitais, os mesmos não possuem alguma conta nas redes sociais que os permita exercer o processo de ensino e aprendizagem de forma eficiente em plataformas digitais. Os fatores enunciados impossibilitaram o ensino a distância em época da pandemia da COVID-19.

Palavras-Chave: 

Impacto; COVID-19; Ensino; Superior e Angola.

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