RESIDIR OU NÃO COM OS PAIS:
UM ESTUDO SOBRE AS RELAÇÕES FAMILIARES ENTRE JOVENS UNIVERSITÁRIOS

Tebas Verena Nogueira e Silva

Ao ingressarem na universidade, os jovens entram em contato com o mundo profissional o que desencadeia a necessidade de adquirir autonomia até então desconhecida. Na passagem por essa etapa sofrem influência direta ou indireta de suas famílias, pois buscam independência emocional e social. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo identificar e relacionar os vínculos familiares entre jovens universitários que residem ou não com seus pais. Participaram do estudo quatro universitários, dois do sexo masculino e dois do sexo feminino, constituindo-se duas duplas de casais, sendo que uma dupla reside com os pais e a outra reside longe dos pais há, no mínimo, um ano. Foram submetidos a uma Entrevista Inicial e ao Teste do Desenho da Família com História (CORMAN, 1979; LIMA, 1997). Os resultados indicaram que os jovens que não residem com os pais evidenciam uma maior carência afetiva em relação ao lar quando relacionados com aqueles que residem com seus pais. Estes, buscam independência mesmo convivendo no âmbito familiar e manifestam conflitos ligados a tensões e rivalidades. Por outro lado, apresentam maior necessidade de autonomia. Já para os que não residem com os pais, observamos que, apesar da conquista da liberdade e independência, mostraram necessidades afetivas marcadas pelo temor diante da perda dos vínculos estabelecidos com suas famílias. Considera-se que a totalidade dos jovens participantes deste estudo ainda sofrem um impacto emocional decorrente da convivência com a família ou da ausência dessa convivência.

RESUMO:

Palavras-Chave: 

Vínculos Familiares; Desenho da família com história; Jovens Universitários.

Baixar texto completo

PDF_ico.png