A IMPORTÂNCIA DAS BRINCADEIRAS ANTIGAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Vanilza Vieira
Resumo
O presente artigo aborda a importância das brincadeiras antigas ou tradicionais no contexto da Educação Infantil, considerando-as como práticas culturais que contribuem para o desenvolvimento integral da criança. O estudo discute o brincar para além de uma atividade recreativa, compreendendo-o como uma experiência fundamental para a aprendizagem, a socialização, a expressão de sentimentos e a construção da identidade. Brincadeiras como amarelinha, pega-pega, esconde-esconde, pular corda, cantigas de roda e passa-anel são analisadas como manifestações culturais transmitidas entre gerações, capazes de favorecer o desenvolvimento motor, cognitivo, social e afetivo. O trabalho também destaca o papel da escola e do professor no resgate e na valorização dessas práticas, ressaltando a importância de incorporá-las ao planejamento pedagógico de maneira intencional, respeitando os interesses, as características e os direitos de aprendizagem das crianças. Em uma sociedade marcada pela expansão das tecnologias digitais, defende-se que a valorização das brincadeiras tradicionais não representa uma oposição aos recursos tecnológicos, mas a ampliação do repertório de experiências infantis, assegurando oportunidades de movimento, interação, criatividade e convivência. Considera-se que o resgate das brincadeiras antigas contribui para a preservação da memória e da cultura infantil, fortalece os vínculos entre escola, família e comunidade e reconhece a criança como sujeito de direitos e produtora de cultura.
Palavras-Chave:
Educação Infantil; Brincadeiras tradicionais; Ludicidade; Desenvolvimento infantil; Cultura infantil.





