O PAPEL DAS BRINCADEIRAS NO DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL DAS CRIANÇAS PEQUENAS
Eva Muniz Silva, Ana Paula José Santana Sousa
Resumo
O presente artigo discute o papel das brincadeiras no desenvolvimento socioemocional das crianças pequenas. A discussão parte da compreensão do brincar como direito da criança e como prática social, cultural e pedagógica, articulando contribuições de autores que analisam o desenvolvimento infantil, a ludicidade, os jogos, os brinquedos e as interações. O estudo evidencia que brincar possibilita experiências de imaginação, expressão de sentimentos, negociação, cooperação, autonomia, empatia e autorregulação, favorecendo o desenvolvimento integral. A literatura analisada também mostra que brincar e aprender não devem ser compreendidos como processos necessariamente opostos, embora a brincadeira não deva ser reduzida a instrumento didático. Nesse sentido, a mediação docente, a organização dos tempos e espaços, a formação profissional e as condições materiais das instituições são elementos relevantes para assegurar experiências lúdicas significativas. A discussão aborda ainda os limites para a efetivação do direito de brincar e as desigualdades sociais, culturais, raciais, de gênero e territoriais que atravessam as experiências infantis. Conclui-se que o brincar ocupa lugar central na Educação Infantil e deve ser reconhecido como experiência constitutiva da infância e como dimensão indispensável ao desenvolvimento socioemocional.
Palavras-Chave:
Brincar; Brincadeiras; Desenvolvimento Socioemocional; Educação Infantil; Infância.





