EM NOME DA CIÊNCIA: REFLEXÕES EPISTEMOLÓGICAS E DESAFIOS DA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Adriano Rosa da Silva
Resumo
O presente artigo debruça-se sobre a trajetória da ciência moderna, seu rigor metodológico e as implicações filosóficas, sociais e políticas que decorrem de sua ascensão como forma privilegiada de conhecimento. Discutem-se os fundamentos epistemológicos da ciência, sua pretensa objetividade, os riscos do cientificismo e a necessidade de uma postura crítica, especialmente no que se refere à divulgação científica em sociedades democráticas. Partindo da crítica ao modelo tradicional de “déficit informacional”, propõe-se uma abordagem mais inclusiva e reflexiva da cultura científica, que promova não apenas o acesso ao conhecimento, mas também a formação de um público crítico e engajado. Nesta via, o objetivo precípuo do estudo é analisar criticamente pesquisas sobre cientificismo e divulgação científica e sua interface com a educação no contexto contemporâneo. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa descritiva, a partir da análise bibliográfica e teórica, com base em autores clássicos e contemporâneos da filosofia da ciência, comunicação e educação. Assim, para fundamentar o estudo, buscou-se referencial teórico a partir de autores da literatura especializada da área. Os resultados apontam para a urgência de superar o mito da neutralidade científica e repensar o papel da divulgação como instrumento de inclusão social e cidadania científica. Por fim, a reflexão se estende à responsabilidade ética do cientista, à luz da filosofia, e ao papel das instituições na construção de uma sociedade verdadeiramente alfabetizada cientificamente.
Palavras-Chave:
Cientificismo; Educação; Divulgação Científica.





