PRETA, BRANCA, PARDA, AMARELA OU INDÍGENA: UM TRABALHO COM TABELAS E GRÁFICOS NAS AULAS DE MATEMÁTICA EM BUSCA DA DISCUSSÃO SOBRE O RACISMO
João da Silva Machado, Elaine Pinto Souza
Resumo
A partir de um planejamento do ano letivo iniciado pela Secretaria Municipal de Educação, cada Unidade Escolar do Município deveria elaborar um projeto sobre o racismo que envolvesse cada componente curricular. No componente Matemática optou-se por discutir as raças, partindo de pesquisas do censo no Brasil para elaboração de tabelas e gráficos em cada turma dos 7º anos do Ensino Fundamental II. Objetivo: praticar a escuta sensível e oportunizar meios de discutir o racismo por meio de pesquisas e elaboração de tabelas e gráficos a partir da realidade de cada um, colaborando para a discussão de problemas que relacionam o racismo à saúde mental de crianças e adolescentes. Metodologia: apresentação do projeto pelo professor titular do componente, mostrando gráficos do censo sobre autodeclaração de cor ou raça; discussão sobre identidade étnico-racial e suas implicações em assumi-la; pesquisa na sala de aula para montagem de tabelas que culminaram em gráficos de setores apresentados na Mostra da Unidade Escolar. Resultados: estudantes se percebendo e se identificando quanto à cor e à raça, levando-se em conta os fatores históricos, culturais e familiares, podendo fazer uma autodeclaração mais lúcida; conscientização de que o racismo impacta a saúde mental da população negra. Conclusões: o trabalho realizado trouxe mais equilíbrio e autoconfiança, melhor rendimento nos estudos; mostrou a cada um a sua capacidade de concentração e atenção no desenvolvimento de um projeto e nas aulas diárias, com maior empenho na busca da saúde mental dentro do ensino e aprendizagem, tornando-os mais compreensivos em relação à identidade étnico-racial.
Palavras-Chave:
Racismo; Projeto Escolar; Saúde Mental.





