EDUCAÇÃO AMBIENTAL, PATRIMONIAL E ALFABETIZAÇÃO TERRITORIAL: LEITURA CRÍTICA DO ESPAÇO URBANO E FORMAÇÃO CIDADÃ
Clésio Barbosa Lemos Júnior
Resumo
O artigo analisa de forma crítica as limitações das abordagens tradicionais da Educação Patrimonial, focada na preservação puramente material e elitista (“pedra e cal”), e da Educação Ambiental, que frequentemente adota um viés naturalista ingênuo apartado das tramas sociais. Sob a lógica do capitalismo contemporâneo, o planejamento estratégico e o empresariamento metropolitano promovem a mercantilização, a gentrificação e a espetacularização do espaço urbano. Diante desse cenário, o texto propõe a articulação teórica e metodológica entre a Educação Patrimonial, a Educação Ambiental Crítica (EAC) e a Geografia Crítica, sob o conceito unificador de Paisagem Cultural. Valendo-se do método dialético e da metáfora do palimpsesto, a cidade é interpretada como um texto e um campo de forças em disputa. Essa integração fundamenta a “alfabetização territorial” e o letramento crítico, capacitando os cidadãos a decodificar as intencionalidades políticas e as injustiças estruturais inscritas na materialidade urbana. Por meio de práticas pedagógicas como roteiros urbanos contra-hegemônicos, os sujeitos transitam da condição de espectadores passivos para agentes ativos, aptos a intervir na práxis urbana e a reivindicar o direito à cidade.
Palavras-Chave:
Alfabetização Territorial; Educação Ambiental Patrimonial; Geografia Crítica.





