A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO PROCESSO DE PRODUÇÃO ARTISTICA: ARTE OU REPRESENTAÇÃO ESTÉTICA?
Juliana Ribeiro Novaes de Oliveira
Resumo
O uso da inteligência artificial (IA) na criação de objetos estéticos não apenas altera, mas transforma radicalmente os fundamentos do processo criativo, desafiando concepções consolidadas sobre arte e autoria. A ampliação do uso dessa tecnologia levanta uma série de questões que atravessam o campo da estética e da filosofia da arte, questionando se os produtos gerados por IA podem ser reconhecidos como obras de arte em sentido pleno ou mera simulação algorítmica da criatividade humana. A dúvida de quanto a ação humana interfere para a definição essencial desses objetos artísticos e qual a extensão da autonomia da máquina nesse processo, levantam dúvidas relevantes sobre seu enquadramento como ‘arte’. Tais questionamentos tensionam a relação entre autoria e criatividade, reconfigurando os conceitos de originalidade e intencionalidade artística e nos obrigando a reconsiderar os limites entre produção estética e ou mera programação de dados. Como forma de compreensão de toda essa complexidade, buscamos amparo em reflexões e pesquisas que aprofundam o assunto, nos modos de apresentação e representação, bem como na transição entre eles. Os produtos da IA transitam entre diferentes formas de mediação na experiência estética, evidenciando a interação entre agência humana e agência algorítmica no processo de criação artística. Dessa forma, a inteligência artificial generativa desafia paradigmas históricos e instiga a revisão critica das noções tradicionais que sustentam o entendimento do que é arte, considerando as dinâmicas de mediação estética contemporânea.
Palavras-Chave:
Arte; Inteligência Artificial; Reprodução estética.





