A REPRESENTAÇÃO DO RIO: O ESPAÇO SIMBÓLICO EM GUIMARÃES ROSA
Emanuela Leandra Gonçalves
Resumo
O presente artigo analisa a representação simbólica do rio na obra Primeiras Estórias, de João Guimarães Rosa, com destaque para o conto A terceira margem do rio. A pesquisa busca identificar como o elemento “rio” ultrapassa sua dimensão física para assumir significados existenciais, metafísicos e subjetivos na construção narrativa rosiana. A partir da análise dos contos A terceira margem do rio, Sequência, Nenhum, nenhuma, Partida do audaz navegante e Um moço muito branco, observa-se que o rio se configura como um espaço simbólico de travessia, introspecção, transformação e ligação entre o visível e o invisível. O estudo fundamenta-se em referenciais teóricos sobre simbolismo e linguagem literária, especialmente nas contribuições de Jean Chevalier, Alain Gheerbrant e Massaud Moisés. Verifica-se que, em Guimarães Rosa, o rio representa um espaço interior e enigmático, capaz de traduzir os conflitos humanos, os desejos profundos e a busca pela transcendência. Assim, o símbolo do rio assume múltiplas possibilidades interpretativas, tornando-se um elemento central para a compreensão da complexidade estética e existencial presente na obra rosiana.
Palavras-Chave:
Rio; Símbolo; Espaço simbólico; Guimarães Rosa; Primeiras Estórias





