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O CURRÍCULO QUE NÃO CABE NO HORÁRIO ESCOLAR: LIMITES DA FORMAÇÃO INTEGRAL NO ENSINO MÉDIO EM TEMPO PARCIAL

Ticiana Rezende Galdino Ribeiro

Resumo

A noção de formação integral ocupa posição central nas políticas educacionais contemporâneas voltadas ao Ensino Médio, especialmente após a implementação da Base Nacional Comum Curricular e da reorganização curricular promovida pela Lei nº 13.415/2017. Contudo, a materialização desse conceito ocorre de forma desigual no sistema educacional brasileiro, sobretudo nas escolas de tempo parcial, que concentram a maior parte das matrículas. Este artigo analisa criticamente os limites da formação integral no Ensino Médio em tempo parcial, problematizando a contradição entre a ampliação das expectativas formativas e a manutenção de uma estrutura temporal restrita. Argumenta-se que a formação integral, quando desvinculada de condições objetivas de tempo, recursos e organização curricular, tende a se converter em retórica normativa. O estudo assume caráter teórico-reflexivo, fundamentado na análise de documentos legais e na literatura crítica sobre currículo e políticas educacionais. Conclui-se que a consolidação da formação integral exige o enfrentamento das desigualdades estruturais do sistema educacional e a revisão das condições concretas de funcionamento das escolas de tempo parcial.

Palavras-Chave: 

Ensino Médio; Formação integral; Currículo; Tempo escolar; Políticas educacionais

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