GESTÃO POR INDICADORES: COMO OS NÚMEROS SILENCIAM OS SUJEITOS
Katia Regina Paduano Zanona
Resumo
O presente artigo analisa criticamente o modelo de gestão educacional orientado por indicadores, problematizando seus impactos na organização da escola e na produção de práticas pedagógicas. Parte-se da hipótese de que a centralidade dos dados quantitativos, embora relevante para o monitoramento de políticas públicas, tem contribuído para o silenciamento dos sujeitos e a redução da complexidade do processo educativo. O objetivo geral consiste em compreender como a lógica dos indicadores influencia a gestão escolar e suas práticas. Como objetivos específicos, busca-se identificar os efeitos dessa lógica no cotidiano pedagógico, analisar o papel da gestão na mediação desses processos e refletir sobre alternativas que revalorizem a dimensão humana da educação. A metodologia é qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise crítica da prática educacional. Os resultados indicam que a ênfase em metas e resultados mensuráveis desloca o foco da aprendizagem para o desempenho, produzindo práticas padronizadas e limitando a autonomia docente. Conclui-se que é necessário reequilibrar o uso de indicadores com práticas que considerem os sujeitos em sua integralidade.
Palavras-Chave:
Gestão educacional; Indicadores; Avaliação; Políticas públicas; Educação





