GEOGRAFIA DA SAÚDE E EDUCAÇÃO EM SAÚDE: ANÁLISE DA HEPATITE A NO AMAZONAS ENTRE 2021 E 2024
Cínthia Maria Teixeira Sampaio, Adorea Rebello da Cunha Albuquerque , Edgard Soares da Silva
Resumo
Este artigo analisa as doenças de veiculação hídrica no estado do Amazonas, com foco na hepatite A, buscando compreender os fatores epidemiológicos e socioambientais que influenciam sua incidência entre 2021 e 2024. A pesquisa adota uma abordagem mista, integrando métodos quantitativos e qualitativos, com base em dados secundários do IBGE e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). O estudo contempla os 62 municípios amazonenses e considera indicadores como número de casos notificados de hepatite A, cobertura de saneamento básico e condições habitacionais. A fundamentação teórica apoia-se na Geografia da Saúde e nos condicionantes socioambientais, dialogando com os conceitos de biopoder, em Michel Foucault, e de vulnerabilidade socioespacial, aplicados às dinâmicas de saúde na Amazônia. Os resultados evidenciam desigualdades territoriais, expressas na precariedade da infraestrutura sanitária e na limitação do acesso a serviços essenciais, especialmente em áreas periféricas e rurais. Municípios como Manaus (31 casos; 49,2%), Fonte Boa (13; 20,6%), Manacapuru (8; 12,7%), São Gabriel da Cachoeira (6; 9,5%) e Novo Aripuanã (5; 7,9%) ilustram essa heterogeneidade epidemiológica. Tais disparidades refletem o impacto das desigualdades socioambientais na distribuição das doenças de veiculação hídrica e revelam a persistente correlação entre exclusão social e vulnerabilidade epidemiológica.
Palavras-Chave:
Hepatite A; Vulnerabilidade socioespacial; Geografia da Saúde.






