ENTRE MITOS E VERDADES: A FORMAÇÃO DO SUJEITO LEITOR NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
Samuel Ricardo Dias Macedo
Resumo
Este artigo aborda a formação do sujeito leitor no processo de alfabetização, discutindo mitos e verdades presentes nas concepções sobre o ensino da leitura e da escrita. A partir de uma revisão teórica fundamentada nas contribuições de Emília Ferreiro, Teberosky (1987), Freire (2011) e Vygotsky (1989), compreende-se a alfabetização como um processo de construção do conhecimento, no qual a criança participa ativamente, elaborando hipóteses sobre a língua escrita e atribuindo sentidos às práticas de leitura vivenciadas em diferentes contextos sociais. O estudo evidencia que alfabetizar não se restringe à memorização de letras, sílabas e palavras, mas envolve a formação de leitores capazes de compreender, interpretar e interagir com o mundo por meio da linguagem. Discute-se, ainda, a importância de superar concepções tradicionais que consideram a criança como um sujeito passivo no processo de aprendizagem, destacando o papel dos conhecimentos prévios, das experiências socioculturais e das interações como elementos fundamentais para uma aprendizagem significativa. Também são analisadas as contribuições da psicogênese da língua escrita e da perspectiva construtivista para a compreensão das etapas de desenvolvimento da escrita infantil, bem como o papel mediador do professor na criação de práticas pedagógicas que favoreçam a autonomia, o pensamento crítico e o prazer pela leitura. O artigo destina-se a estudantes de Pedagogia, professores em formação e educadores interessados em refletir sobre práticas de alfabetização comprometidas com a formação de leitores críticos e participativos.
Palavras-Chave:
Alfabetização; Sujeito leitor; Leitura; Psicogênese da língua escrita; Construtivismo; Práticas pedagógicas.





