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O CÁRCERE COMO INSPIRAÇÃO: EXPERIÊNCIA, ESCRITA E SUBJETIVAÇÃO NA EJA EM CONTEXTO PRISIONAL

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Carolina Cunha Seidel

Resumo

Este artigo constitui um recorte de pesquisa sobre processos de subjetivação de pessoas privadas de liberdade matriculadas em turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) instaladas em instituições prisionais brasileiras. O texto problematiza de que modo o encarceramento, marcado pela tensão, pelo tempo controlado, pelo vazio e pela restrição do convívio, atravessa as formas pelas quais presos-estudantes percebem a si mesmos e produzem sentidos sobre suas experiências. A análise aproxima fragmentos de falas dos participantes de reflexões sobre experiência, discurso e autoria, bem como de narrativas literárias de Graciliano Ramos e Fiódor Dostoiévski. O objetivo é compreender como a escrita, a narrativa e a escolarização podem abrir possibilidades de elaboração da experiência e de produção de outros modos de relação consigo, com o outro e com o saber. A escola, sem estar fora das relações de poder que organizam a instituição prisional, pode constituir um espaço de encontro, palavra e produção coletiva de sentidos.

Palavras-Chave: 

Educação de Jovens e Adultos; Educação prisional; Subjetivação.

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