DA APTIDÃO FÍSICA À PRÁXIS CRÍTICA: TENSÕES E RESSIGNIFICAÇÕES NA FUNÇÃO SOCIAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Fabrício Vilela Silva, Wanda Maria Junqueira de Aguiar
Resumo
Este artigo analisa as significações atribuídas por professores de Educação Física Escolar (EFE) à função de seu componente curricular, tensionando as noções de promoção da saúde e formação crítica. Fundamentado na Psicologia Sócio-Histórica e no Materialismo Histórico-Dialético, o estudo qualitativo baseou-se em encontros reflexivos com docentes e gestores de uma escola municipal em São Bernardo do Campo/SP. Os resultados revelam uma contradição dialética: se por um lado emergem discursos herdados de uma formação biomédica e esportivista, focados na saúde física, por outro, a prática pedagógica cotidiana denuncia o esforço docente em ressignificar a disciplina como espaço de formação omnilateral e crítica. Conclui-se que a função social da EFE está em disputa, movendo-se da instrumentalização biológica para a mediação de saberes que promovem a autonomia e a leitura crítica da realidade.
Palavras-Chave:
Educação Física Escolar; Formação Integral; Significações; Psicologia Sócio-Histórica.





