ENTRE PRECONCEITO E INVISIBILIDADE: AS VIVÊNCIAS AFRO-BRASILEIRAS E AFRICANAS NA EDUCAÇÃO
Sara Alves de Campos Silva
Resumo
O presente artigo científico examina a condição de invisibilidade a que são submetidas as vivências afro-brasileiras e africanas no sistema educacional brasileiro, investigando as interrelações entre preconceito racial, silenciamento curricular e produção identitária. A pesquisa apoia-se em revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, mobilizando os pensamentos de Kabengele Munanga acerca do racismo estrutural e da mestiçagem como ideologia de controle; de Nilma Lino Gomes sobre identidade negra e diversidade cultural na escola; de Sueli Carneiro no que concerne ao epistemicídio e à violência epistêmica; de Frantz Fanon sobre os processos de desumanização colonial e a busca pela autodeterminação; e de Paulo Freire no tocante à pedagogia dialógica e à conscientização como fundamentos de uma educação libertadora. Os resultados demonstram que a invisibilidade das culturas africanas e afro-brasileiras na escola não é um fenômeno passivo ou neutro, mas uma operação ativa de apagamento que serve à reprodução do racismo estrutural. Conclui-se pela necessidade de uma transformação pedagógica radical, ancorada na decolonização do currículo e no reconhecimento pleno da humanidade e da produção cultural dos povos de origem africana.
Palavras-Chave:
Invisibilidade racial; Preconceito; Vivências afro-brasileiras; Educação decolonial Identidade negra.





