A ESCOLA QUE NORMALIZA O FRACASSO: GESTÃO DA EXCLUSÃO INVISÍVEL
Katia Regina Paduano Zanona
Resumo
Este artigo analisa criticamente o processo pelo qual a escola contemporânea contribui para a normalização do fracasso escolar, compreendido não como falha individual, mas como produto de uma engrenagem institucional. Parte-se da premissa de que práticas pedagógicas padronizadas, modelos avaliativos excludentes e uma gestão orientada por indicadores de desempenho operam como dispositivos de seleção e hierarquização dos estudantes. O objetivo geral consiste em compreender os mecanismos que sustentam a exclusão invisível no ambiente escolar. Como objetivos específicos, busca-se identificar práticas que reforçam desigualdades, analisar o papel da gestão educacional na manutenção dessa lógica e refletir sobre possibilidades de ruptura. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, com base em revisão bibliográfica e análise crítica da prática profissional no âmbito da educação pública. Os resultados evidenciam que a escola, ao priorizar metas, homogeneidade e controle, desloca a responsabilidade do sistema para o indivíduo, legitimando trajetórias de insucesso. Conclui-se que a superação desse cenário exige uma reconfiguração estrutural da cultura escolar, centrada na valorização das diferenças e na construção de práticas efetivamente inclusivas.
Palavras-Chave:
Fracasso escolar; Inclusão; Gestão educacional; Exclusão; Políticas públicas.





