MORTALIDADE MATERNA: ANÁLISE DE CAUSAS DIRETAS E INDIRETAS NO PARANÁ

Lorena Menoli Fernandes, Adriana de Sant'Ana Gasquez

Resumo

Cerca de 92% das mortes maternas, relacionadas às complicações da gravidez, poderiam ser evitadas durante o pré-natal. Objetivo: Analisar as causas diretas e indiretas da mortalidade materna, no estado do Paraná no período de 2018 a 2021. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, quantitativo com análise das taxas de causas de mortalidade maternas diretas e indiretas no estado do Paraná, de 2018 a 2021, a partir de dados secundários extraídos do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). Resultados: Houve grande variação anual da Razão de Mortalidade Materna (RMM) nos últimos quatro anos, e evidenciou que a RMM no Paraná em 2021 (119,6) dobrou comparada ao ano anterior 2020 (52,2) visualizando a tendência de crescimento do indicador observada tanto no Paraná como no Brasil. Ressalta-se a influência ocasionada pela pandemia da COVID-19 ocorrida entre 2020 e 2021 configurando a principal causa de morte materna indireta. Os óbitos por causas diretas tiveram uma variação expressiva na redução de números de óbitos materno. Redução que variou de 75% no ano de 2018 para 21,9% em 2021, tendo como principais causas a pré-eclâmpsia/eclampsia e hemorragias. Conclusão: Ressalta-se o papel definitivo das ações preconizadas das consultas de pré-natal, treinamento aos profissionais envolvidos e serviços especializados de qualidade para ter um diagnóstico e tratamento precoce por causas obstétricas, direta ou indiretamente, evitando assim complicações associadas no parto ou puerpério.

Palavras-Chave: 

Causas de morte; Mortalidade materna; Saúde da mulher.

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