ESTÉTICA DA ARTE AFRICANA NA ARTE OCIDENTAL

Fernanda Reginaldo da Cunha Costa

Resumo

Para entender a atual participação da educação no gosto da arte africana, é prudente questionar sua história e identificar os diferentes estratos conceituais: educação pelo ideal da antiguidade, educação de uma elite no Renascimento, educação para todos por meio de uma "arte social" do século XIX, educação do indivíduo hoje. É ainda o diálogo conflituoso entre a arte criada no continente africano e apropriada sem o menor respeito por colonizadores europeus o que gera preconceitos, hábitos e valores vigentes na educação e no exercício do ‘belo’. A fim de compreender a realidade da beleza na Grécia e Roma antigas, a educação de uma elite no Renascimento, numa educação massiva por meio de uma arte social do século XIX e uma arte que reverbera durante séculos com seus contornos ritualísticos destoantes dos moldes europeizados diante de uma educação do indivíduo hoje. O diálogo conflituoso entre a tradição elitista e o “exótico” forma o pano de fundo para nossa reflexão nesse modesto trabalho que busca ainda trazer à tona observações sobre os preconceitos e valores atualmente em ação na educação e no exercício do gosto.

Palavras-Chave: 

Arte; África; Estética; História; Educação

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