REFLETINDO SOBRE A DUALIDADE DA ESTRUTURAÇÃO SOCIAL PELA PERSPECTIVA EDUCACIONAL: GÊNERO E RAÇA

Daiana de Arimatéia Rocha Silva

Resumo

Historicamente, a instituição escola foi pensada como espaço de reprodução e dominação social, refletindo e, até mesmo, reforçando desigualdades sociais. Porém, além disso, o espaço educacional público é tido como lugar de reflexão, de desconstrução, de prática social capaz de produzir e reproduzir relações sociais, com intenções de superação de desigualdade, assim formando uma relação dicotômica: instituição e produção acadêmica. A educadora e o educador podem colaborar para que esta superação se efetive, com práticas emancipatórias, libertárias. Todavia, a escola ainda reproduz práticas descontextualizadas, sem reflexão, que acabam por reforçar a sociedade violenta e desigual que ainda temos; sendo –infelizmente- uma realidade comum e naturalizada. Não podemos falar em educação, práticas pedagógicas, sem estar à luz dos direitos humanos. Para uma real transformação social é imprescindível a escola ser um espaço de todos e todas, para todos e todas e, não meramente, instrumento para reprodução de preconceitos. É preciso ver a diversidade como algo a ser valorizado, libertá-la da visão preconceituosa por parte te alguns; sendo reconhecida como construção histórica e cultural. A diversidade está naturalmente presente na escola, mas mesmo sendo algo natural, ela provoca uma tensão entre os indivíduos, já que também é comum a necessidade de se mostrar superior em relação aos aspectos físicos, culturais, sociais em relação ao outro. E, justamente dessa forma, surgem as práticas racistas, homofóbicas, machistas, xenófobas. O espaço escolar acaba por ser esse espaço de tensão, requerendo uma preocupação e reflexão dos profissionais envolvidos.

Palavras-Chave: 

Educação; Reprodução social; Desigualdade; Práticas emancipatórias.

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