O ENSINO DA HISTÓRIA BRASILEIRA SOBRE O ESTADO AUTORITÁRIO E SOBRE O ESTADO DEMOCRÁTICO: A VIOLÊNCIA QUE PERMANECE E A EDUCAÇÃO QUE EMANCIPA

Talita Amaral Sanches Ferreira

Este artigo tem como objetivo analisar a possibilidade de compreensão e ensino de dois momentos da história brasileira a partir de músicas populares: o primeiro momento histórico, durante a ditadura militar no Brasil, analisando-o a partir de músicas de protesto compostas no período; e o momento atual, analisando-o a partir de músicas de rap, buscando a elucidação da “luta por reconhecimento” (HONNETH, 2003) em oposição à questão da violência policial sofrida pela população residente na periferia de São Paulo. Em outras palavras, busca-se analisar, sob a perspectiva da Teoria Crítica, o ensino desses dois momentos históricos marcados pela violência empreendida pelo Estado. A análise de músicas que aparentemente não tem nada em comum evidencia que a violência empreendida pelo Estado não é contingente, mas permanece de modo sistemático. Assim, devém a necessidade de uma educação crítica capaz de enfrentar radicalmente o autoritarismo e de permitir a autodeterminação do indivíduo, de modo a emancipá-lo de uma forma de consciência massificada e “de rebanho” (NIETZSCHE, 1983), possibilitando-o alcançar uma forma de consciência efetivamente livre.

RESUMO:

Palavras-Chave: 

Ensino de História; Músicas Populares; Teoria crítica; Ditatura Militar; Violência policial.

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