PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM TEMPOS DE PANDEMIA: O PROFESSOR, A CRIANÇA E A ESCOLA

Silmara Mendes Campos

Por décadas a educação cobrou a “humanização” dos processos educativos e a proximidade entre aluno e professor. Na educação infantil, entretanto tal singularidade faz parte do cotidiano, pois a criança que chega à escola nos primeiros dias de aula, no retorno dos feriados e até após breve descanso do final de semana, busca em seus professores um gesto de carinho, de conforto, bem de pertinho, ali na beirinha da mesa. A criança busca a mão para a professora para sair da sala. Quer abraçar seus coleguinhas que não vê há dias! Como fazer e pensar a educação infantil sem isso tudo? A pandemia (Covid-19) mudou a educação como um todo, promovendo a necessidade de aparelhamento tecnológico para aulas remotas, buscando oferecer mínimas condições de manter-se o aprendizado e o contato com a escola. Porém, para a educação infantil, cuja característica essencial é a socialização, o contato, a integração entre os pares, pensar numa retomada da educação de modo seguro, promovendo o distanciamento social, privando a criança do contato com o outro, das ações de troca e de cumplicidade que os eixos norteadores da educação infantil exigem, nos parece algo mais prejudicial que a própria distância causada pela pandemia.

RESUMO:

Palavras-Chave: 

Socialização; Acolhimento; Integração.

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