A EDUCAÇÃO LÍQUIDA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO

Sueli Cardozo

Ao comentar sobre a história da pedagogia, é importante ressaltar que esta esteve com inúmeros períodos cruciais em que ficou evidente que as suposições e as estratégias experimentadas e aparentemente confiáveis estavam perdendo terreno em relação à realidade e por isso precisavam, pois, ser revistos ou reformados. Ao se referir à educação, com base na sociologia crítica, o sociólogo polonês Bauman analisa a sua relação nesse tempo contemporâneo, ou como em seus termos, tempos líquido-modernos. Para o autor, a fase atual líquido-moderna da sociedade (que vem se desmembrando desde a segunda metade do século XX) sofre grandes mudanças políticas que influenciam profundamente instâncias constituintes dos indivíduos, entre as quais: o trabalho, a economia, a educação, a cultura e as relações interpessoais. As crises e evidências paradigmáticas na educação têm extensas relações com as crises paradigmáticas mais profundas no campo do sistema capitalista. Sendo assim, baseado nos problemas relacionados a área da educação, é que surgiu a ideia desse artigo, ou seja, a de colocar os estudos de Bauman sobre a educação líquida, com o intuito de trazer novas perspectivas, ou ao menos reflexões relacionados aos rumos da educação. Afinal tantos os conhecimentos, relações humanas e sentimentos humanos são consequência desses tempos líquidos-modernos. Dessa maneira, o que precisa é que ocorra o estímulo de um pensamento e prática para que ocorra a superação desse sistema educacional contraditório, para que assim ocorra a esperança, de que exista uma revolução cultural baseada na diversidade do mundo, bem como dos seus habitantes, e que as exclusões, desigualdades e distopias sociais sejam superadas.

RESUMO:

Palavras-Chave: 

Educação Líquida; Adolescentes; Professores; Sociedade.

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