PEDAGOGIA DA OPRESSÃO NO ESPAÇO ESCOLAR: RESGATE DE MEMÓRIAS DE EXPERIÊNCIAS COM A HOMOFOBIA NA BUSCA DE FORMAS DE RESISTÊNCIA

Marcos Andrade Alves dos Santos

Mário Cézar Amorim de Oliveira

Argumentando que as disposições e dinâmicas escolares estão centradas na
heteronormatividade, objetivamos nesse ensaio explicitar como essas
disposições se materializam em violências no cotidiano escolar a partir de
relatos das vivências dos autores 4 como estudantes da educação básica no
Ceará. Historicamente, o aparato escolar foi cúmplice da manutenção e do
funcionamento estrutural da LGBTQfobia, tendo em vista que a discriminação
contra a comunidade LGBTQ+, tão comum nos espaços jurídico e social, não
está distante, tampouco ausente, do espaço escolar. Ao contrário, o exercício
escolar de princípios heteronormativos preenche esse espaço de significados e
violências simbólicas contra determinados modos de vida desde sempre
exposto à precariedade e à violência. Argumentamos a favor da abordagem de
assuntos ligados à sexualidade, gênero e, principalmente, direitos humanos na
educação formal, como estratégia que desestabilize os regimes de opressão na escola pública e garanta minimamente uma educação que contribua para uma
sociedade mais justa e equitativa.

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