CANUDOS: PARA ALÉM DOS SERTÕES

Rodrigo de Macedo França

No ano de 1896, logo que o Brasil deixa de ser Monarquia para se tornar República, acontece uma das mais cruéis, violentas e sanguinárias guerras ocorridas em seu solo, tendo como palco o Sertão da Bahia, especificamente o povoado de Canudos – lugar onde vivia o precursor, um líder popular chamado Antônio Conselheiro, que, por sua vez, indignado com a marginalização e péssimas condições de vida que levava o povo sertanejo e em contrapartida, com a falta de compromisso e preocupação do poder público da região com essa população, sendo assim, organizou o povo para lutar pelos seus direitos, reivindicando as mínimas condições de sobrevivência; a valorização da produção e mão de obra dos trabalhadores rurais e o direito de voz e vez àqueles que viviam a mercê de uma sociedade desigualitária, desumana e descomprometida com os assuntos sociais, educacionais, econômicos e culturais da população. Por intermédio desta história, refletiremos os estudos e concepções à partir do escritor Euclides da Cunha – que deu visibilidade à guerra e suas questões em sua obra “Os Sertões”, e outras pesquisas, comparando-as com o que vivemos atualmente no Brasil, levando-nos a perceber que, de fato, a guerra de Canudos não terminou, pelo contrário, se alastrou por todos país.

RESUMO:

Palavras-Chave: 

Guerra de Canudos; Euclides da Cunha; O Sertão.

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