TDAH – UM DIAGNÓSTICO QUESTIONÁVEL

Thiago Edgard Lima de Castro

RESUMO:

O artigo propõe uma análise sobre o diagnóstico de TDAH aplicado por profissionais da área de educação dentro das instituições de ensino. Entretanto, o objetivo geral deste artigo é realizar uma análise sobre os critérios aplicados ao diagnóstico de TDAH dentro das instituições de ensino. Os objetivos específicos deste artigo são: Analisar os critérios estabelecidos para acompanhamento do aluno diagnosticado com TDAH e verificar os fatores que influenciam o diagnostico aplicado pelos profissionais da área educacional. O TDAH é um conjunto de distúrbios de origem biopsicossocial em que as características genéticas podem determinar o aparecimento do transtorno em crianças, todavia o mau ciclo familiar-social pode desencadear uma série de problemas emocionais, psicológicos e neurológicos que poderá ser perpetuado durante toda vida do indivíduo caso não ocorra um tratamento adequado sobre a situação clínica do educando. Todavia, é um transtorno que necessita da interação da família com a escola e profissionais da área de saúde na busca do tratamento adequado visando o bem-estar da criança e adolescente, e isso é algo que não pode ser negligenciado por nenhuma das partes constituintes de toda situação. Entretanto, a inexistência dessa interação pode resultar num falso diagnóstico positivo ou não detecção do transtorno em caso da criança apresenta-lo e ser negligenciado por uma das partes, porém muitos professores e pedagogos não estão preparados adequadamente para analisar a situação inicial do problema em que inviabiliza o diagnóstico médico-psicológico na idade apropriada. Mas também temos que ressaltar que muitas instituições de ensino não apresentam condições de infraestrutura e qualidade técnica para realizar um acompanhamento em que possa encaminhar o educando numa situação da existência do TDAH e outros transtornos. Conclui-se que a falta de conhecimento e preparo técnico para lidar com o diagnóstico de TDAH inviabiliza seu tratamento, porém temos que nos atentar para o histórico do aluno tanto na escola tanto na família, se possível obter informações concretas sobre a família para fundamentar o prognóstico de maneira sólida e direcionar a situação coerentemente, pois se não houver uma interação interdisciplinar, profissional e pessoal a respeito da situação do educando não poderemos afirmar com propriedade a existência ou não do TDAH no mesmo.

Palavras-Chave: 

Déficit de Atenção; Hiperatividade; TDAH.

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